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A ORIGEM DOS COSMÉTICOS E DA MAQUIAGEM Voltar

A história dos cosméticos e da maquiagem forma uma narrativa paralela à história da humanidade, evoluindo junto a ela. E é muito importante, principalmente para quem atua na área cosmética, entender como os cuidados com a beleza evoluíram até assumirem o formato que conhecemos hoje! Portanto, saiba mais sobre a origem dos cosméticos e da maquiagem. Confira!

A palavra “cosmético” tem origem do grego kosmétikos e do latim cosmetorium. Também tem origem em Cosmus, perfumista romano famoso no século I que fabricava o cosmianum, um unguento antirrugas muito utilizado na época, além de ter desenvolvido diversos outros preparados voltados para tratamento da pele.

O nosso cotidiano está cercado pelo uso de cosméticos, desde o simples acordar de manhã escovando os dentes, tomando um banho à produção de maquiagens maravilhosas.

a origem da maquiagemOs cosméticos passaram por anos e anos de evolução do conhecimento científico dos compostos, entendendo as particularidades e demanda de cada cultura e evoluindo na forma de produção graças ao desenvolvimento tecnológico.

No entanto, embora os cosméticos e cuidados com a pele existem desde os tempos antigos, a preocupação com a beleza e o uso de maquiagens ia além do intuito de cuidar da aparência e de se embelezar.

Devido a crença em seus poderes místicos e curativos, por ser usada para se camuflar ou confrontar o inimigo em guerras, por ser uma arte para adornar o corpo e a face, por ajudar a seduzir, a distinguir as pessoas, disfarçar as imperfeições e ajudar a realçar a beleza, a maquiagem sempre foi de grande importância em todas as civilizações.

E se hoje estamos preocupados com os ingredientes contidos na maquiagem, espere até saber o que homes e mulheres colocavam na pele ao longo das eras!

 

COMO SURGIU A MAQUIAGEM FACIAL?

 

A maquiagem é uma arte ancestral, definida como produtos coloridos em diversas formas cosméticas, destinadas a embelezar a pele, realçar traços naturais, valorizando o que cada um tem de bonito e, eventualmente, cobrir algumas imperfeições, disfarçar olheiras e linhas de expressão.

a origem da maquiagemA palavra maquiagem deriva da palavra francesa maquillage, que significa “pintar o rosto”. E ela pode ajudar pessoas a se inserir em grupos sociais, ao adquirem, por meio desse recurso, características e trejeitos corporais.

Há 30 mil anos, os homens pré-históricos faziam gravações em rochas e cavernas e também pintavam o corpo, rosto e se tatuavam usando produtos da terra, cascas de árvores, seivas de folhas, barro, orvalhos e outros elementos da natureza. Rituais tribais praticados pelos aborígines dependiam muito da decoração do corpo para proporcionar efeitos especiais, como a pintura de guerra.

A religião era, também, uma razão para o uso desses produtos. Em várias culturas a maquiagem tinha caráter cerimonial e religioso, onde usava-se pintura corporal para diferenciar a hierarquia social, adorar deuses.

Os primeiros indícios de maquiagem foram encontrados em cavernas na África do Sul e em regiões do sul da França, com aproximadamente 1,5 milhões de anos. Os guerreiros e caçadores usavam um pó avermelhado extraído das cavernas para se camuflar, assustar inimigos e para adorar deuses e ritos primitivos.

Na Babilônia, homens e mulheres se maquiavam muito, usando principalmente Kohl ao redor dos olhos. Os guerreiros babilônicos usavam perucas e embranqueciam os rostos com base feita de cera de abelha e carbonato básico de chumbo, os olhos eram pintados excessivamente e as maças do roto eram coloridas com tintas vegetais de cor avermelhada, com a finalidade de surpreender os guerreiros de outras regiões que chegassem a corte babilônica.

Mas foi no Egito que a maquiagem ganhou um caráter moderno e estético, criando o culto da beleza entre homens e mulheres.

No Egito Antigo (de 3.000 a.C. a 200 d.C.), os cuidados com a aparência e maquiagem eram utilizados além da vaidade, para religião e proteção contra o calor e o brilho do sol. O uso de óleos perfumados e de essências como tomilho, cânfora e mirra também era bastante difundido, bem como a prática de tingir o cabelo já fora relatada desde este período.

Os faraós e membros da corte maquiavam os olhos como uma forma de se aproximar da divindade. Delineavam os olhos com um traço bem alongado com a cor verde, que além de ser uma alusão ao olho de Hórus, o deus egípcio que enxergava além das aparências, também os protegiam do sol, adornava e curava infecções.

As egípcias alongavam os olhos e definiam a sobrancelha com a cor preta do Kohl, além de realçar as pálpebras com um pó verde, a base de mineral com carvão e cinzas, para proteger os olhos, que eram considerados “espelhos da alma”, contra espíritos malignos. Estudiosos acreditam que essa seja a origem da sombra, bem como da própria maquiagem.

Para deixar o rosto pálido, eles usavam uma pasta feita de chumbo branco com cera de abelha ou gordura solidificada. Nos lábios, usavam pigmentos da cor vermelho ocre ou pigmento extraído de um inseto, que era misturado com água ou gordura, que eram aplicados com a ponta de uma pena. A cor vermelha também era extraída do iodo e bromo, uma combinação fatal de ingredientes, que levou a doenças graves e passou a ser conhecida como “o beijo da morte”.

A rainha egípcia Cleópatra representa o ideal de beleza daquele tempo no Egito, não só por causa da sua vaidade, mas também porque ela tinha conhecimento sobre as essências das substâncias dos produtos que usava.

Na Grécia Antiga, a maquiagem chegou a ser proibida durante o segundo século da era Cristã, onde o embelezamento do corpo e do espirito era mais importante. No entanto, a maquiagem era utilizada.

Admiradores da simetria das proporções do corpo, dos hábitos de higiene e dos exercícios físicos, os gregos usavam a maquiagem para se embelezar. Criavam misturas a partir do ocre e outros elementos naturais para usar como batom, usavam o Kohl ao redor dos olhos, de forma esfumaçada, aplicavam uma base composta por carbonato de cálcio e gordura animal no rosto e deixavam a maça do rosto avermelhada com amoras e algas marinhas, para indicar boa saúde.

Nos manuscritos de Hipócrates, considerado o pai da medicina, já se encontrava orientações sobre higiene, banhos de água e sol, a importância do ar puro e da atividade física.

Já na Roma Antiga, utilizava-se muitos penteados e maquiagens elaborados, o que contribuiu para uma variedade de produtos para a beleza, como produtos para cabelos, unhas e maquiagem.

Os romanos gostavam de aparentar possuir a pele do rosto bem mais clara e para isto utilizavam chumbo branco, pós de giz, pó de arroz e trigo. Usavam Kohl para escurecer os cílios e sobrancelhas, e tons vermelhos eram usados na bochecha e lábios. Os depilatórios eram comuns e a pedra pomes era usada para limpar os dentes.

Nesta época, o médico Galeno contribuiu com a cosmetologia ao desenvolver uma pomada refrescante conhecida como “ceratum refrigerans”, precursora do “cold cream”, a qual consistia na incorporação do máximo possível de água em uma mistura de cera de abelha e óleo de oliva. Mais tarde, o azeite foi trocado por óleo de amêndoas e o boráx foi incorporado para formar uma emulsão e tornar a fabricação mais rápida. Essa fórmula foi a primeira base cremosa facial.

Na Idade Média, conhecida como a “Idade das Trevas” (do século V ao X), vieram os anos de clausura para a ciência cosmética, onde os cuidados cosméticos foram deixados de lado na Europa, sendo apenas disseminados por aqueles que viajavam entre a Europa e os países do Oriente (China, Japão, Índia, etc.).

Os cuidados com a higiene, bem como o uso de maquiagem foram reprimidos pelo rigor religioso do cristianismo, impondo recatadas vestimentas. Esta época foi muito repressiva na Europa, no qual o uso de cosméticos praticamente desapareceu, por isso também é chamada de “500 anos sem um banho”.

O referencial de beleza, que perdurou por séculos, era o de um rosto pálido e frágil, que indicava riqueza e uma aparência saudável. Para obter uma pele empalecida, o tempo de lazer tinha que ser passado dentro de casa para manter a pele pálida.

a origem da maquiagemMuitas mulheres nobres também praticavam o Bloodletting. O método consistia em causar o próprio sangramento com o intuito de alcançar uma aparência mais pálida e jovem. Na época, esse tipo de sangria também era tido como um cicatrizante natural para algumas doenças físicas. No entanto, sangrar por motivos cosméticos causava baixa imunidade, desmaios, fadiga e doenças oportunistas. As Cruzadas devolveram a este período os costumes “do culto à beleza e a ternura”, que incluíam os cosméticos e os perfumes trazidos das cruzadas.

Com o Renascentismo e com o descobrimento da América, no século 15, a maquiagem ressurgiu. Porém, a falta de higiene persiste e os perfumes são criados para mascarar o odor corporal. Durante a Idade Moderna, séculos 17 e 18I, notam-se a crescente evolução dos cosméticos e também da utilização de perucas cacheadas.

Neste período ainda persistiam os costumes de não tomar banho regularmente, o que proporcionou o crescimento da produção de perfumes, tornando-se de grande importância para a economia francesa desde o reinado de Luiz XIV.

Durante meados do século 18 todos os produtos cosméticos eram feitos com altas doses de chumbo em sua composição, principalmente os produtos para branquear a pele. Muitos farmacêuticos locais faziam cosméticos e ingredientes comuns que incluía tinta de chumbo branco, arsênio, mercúrio e ácido nítrico.

Durante o período Vitoriano, os anúncios prometiam uma “palidez mortal” nos produtos que possuíam um pouco de arsênico. Embora as mulheres soubessem que era venenoso, continuaram usando e algumas vieram ao óbito por causa do alto teor toxicológico.

Ainda na Idade Moderna o uso de maquiagem passou por uma nova restrição quando o Parlamento Inglês restringiu o uso de cosméticos e estabeleceu que qualquer mulher que se imponha, seduza ou atraia a matrimonio um homem por utilizar pinturas, perfumes e cosméticos, produtos de limpeza, dentes artificiais, cabelos falsos, espartilho de ferro, sapatos de saltos altos, enchimentos nos quadris, seria penalizada de acordo com a Lei contra a bruxaria e o casamento seria considerado nulo e sem validade.

A popularidade dos cosméticos somente retornou de fato na Europa no início da Idade Contemporânea, onde, os cosméticos ainda eram feitos em casa e cada família tinha suas receitas favoritas para prepará-los.

Com o século 19 veio a ascensão da burguesia e o tom romântico, que predominava na aparência das mulheres. Os artigos para maquiagem começavam a ser formulados com óxido de zinco e os óleos vegetais eram substituídos por óleo de vaselina nas massas para colorir os lábios, para aumentar a durabilidade do produto.

Em 1834, o perfumista francês Eugêne Rimmel começou a vender em sua loja uma pasta criada por ele, feita de ceras e carvão para encobrir cílios brancos. A novidade, batizada de rímel, agradou e virou sucesso, tanto que até hoje é comum fazer referência a marca Rimmel quando se quer falar do produto máscara para cílios.

 

 

COSMÉTICOS E MAQUIAGENS APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

 

Uma das consequências da Revolução Industrial no final do século 19 foi a inserção das mulheres no mercado de trabalho, sendo esse um dos fatores fundamentais para que os cosméticos deixassem de ter produção caseira e passassem a ser fabricados em quantidades maiores por indústrias, tornando os cosméticos prontos um grande sucesso, visto que as mulheres não tinham mais tempo para produzir seus próprios cosméticos em casa.

A revolução industrial também trouxe novas matérias-primas para a fabricação de cosméticos mais variados e mais baratos, por exemplo: ureia, ácido benzoico, soda, glicerina, peróxido de hidrogênio, óleo mineral refinado, vaselina, talco, etc.

No século 20, um dos produtos mais usados nos primeiros anos do novo século era o pó de arroz. Vendido em pequenos livros de macias folhas de papel, nas cores branco, rosa e rosado forte, as mulheres tinham que ir abrindo as folhas conforme a necessidade, passar nelas o pincel e aplicar no rosto.

 

 

Por volta de 1917, o químico T. L. Willian, criou o primeiro cosmético moderno para os olhos e desenvolvido para uso diário. Atendendo a um pedido de sua irmã Maybel, reinventou a máscara para cílios adicionando uma mistura de vaselina e carvão, dando ao produto o nome de Maybelline Cake Máscara. O produto na forma de bastão em tubo, facilitou sua aplicação, tornando-o popular.

No início do século 20, a indústria cinematográfica norte-americana consagrou a maquiagem graças a criação, em 1914, do químico polonês chamado Max Factor, de itens de maquiagem para uso específico de atores de cinema, onde os produtos não rachavam, não endureciam e conferiam visual glamoroso na tela. Com isso o cinema se tornou um grande sucesso e as estrelas de Hollywood, bem como posteriormente as estrelas da música, ajudaram a popularizar ainda mais o uso da maquiagem.

Outra questão enfrentada no início do século 20 foi o uso de elementos muito radioativos para fabricação de cosméticos para revitalizar a pele. Nessa época, acreditava-se que o rádio era uma substância química que podia curar qualquer coisa por simplesmente possuir energia, assim, seu uso foi indiscriminado em sabonetes e maquiagens.

A empresa francesa Tho-Radia, fundada pelo médico e farmacêutico Alexis Mousalli, utilizava rádio e tório, que são elementos muito radioativo em seus produtos, e garantia aos clientes que seus produtos possuíam um “método científico único de beleza”.

Um de seus cremes, o La Crème Tho-Radia, prometia ativar a circulação, firmar os tecidos, remover a gordura, as rugas e também tonificar a pele. O produto ainda era indicado para arranhões, contusões, ulcerações e impetigo.

a origem da maquiagemEm 1933, a empresa lançou também a sua linha de maquiagem radioativa, tendo como carro-chefe o pó facial e o batom vermelho com “brilho reluzente”. Além disso, um creme dental que continha os isótopos mortais afirmava causar uma “irradiação” de brilho que durava até 24 horas.

A radioatividade em si era uma descoberta muito recente e ainda pouco estudada. Sendo um elemento muito popular no mercado, se tornou uma tendência mundial que era usada em qualquer coisa. A fascinação era tanta que até mesmo um anúncio de algo com radiação era o suficiente para atrair milhares de consumidores.

Felizmente, os cremes radioativos não causaram muitos danos na pele de seus consumidores, mas nos bolsos sim. Já os trabalhadores das indústrias não tiveram tanta sorte assim, pois muitos deles morreram devido à constante exposição a diversos níveis de radiação e ao manuseio inadequado de componentes químicos.

Já por volta de 1920, a fisiologia da pele e dos cabelos também passou a ser mais bem estudada. Pesquisas básicas começaram a ser realizadas para melhor compreender os efeitos do ato de barbear e de aparar os pelos. Em 1928, foi vendido nos EUA o primeiro protetor solar industrializado, contendo como ingredientes ativos o cinamato de benzila e o salicilato de benzila.

Nos anos 1940, devido à escassez de matérias-primas em decorrência da Segunda Guerra Mundial, o mercado de maquiagens declinou. Muitas mulheres usavam graxa para sapatos em lugar de máscara para cílios e carvão como sombra para as pálpebras, por exemplo.

Apesar disso, a indústria cosmética floresceu nos EUA nesse período, devido a disponibilidade de matérias-primas, que era uma grande vantagem na América do Norte e muitas empresas europeias migraram para lá.

Passado o conflito, os produtos de maquiagem voltaram a ser amplamente vendidos no mundo. A variedade de opções e tonalidade acompanhavam as mudanças no comportamento das mulheres, que estavam mais atuantes no mercado de trabalho. Crescia a adesão a maquiagem para os olhos, sombras, lápis para sobrancelhas, máscaras para cílios e delineador líquido ganhavam destaque, impulsionando uma grande variedade de criações e reformulações de produtos.

Como o mercado cosmético representava um grande volume de vendas, a purificação e a adaptação para o uso humano de ingredientes descobertos em outras indústrias se tornou economicamente viável, como os silicones, por exemplo.

Nos anos 1960, a oferta de produtos para limpar, hidratar e tonificar a pele cresceu consideravelmente. Os produtos eram destinados a diferentes tipos de pele e as suas respectivas necessidades, o que foi uma inovação na época.

Com a fabricação em larga escala de cremes, loções e outros produtos à base de água, os problemas de estabilidade e de segurança emergiram. Em consequência, os principais mercados formularam suas legislações voltadas a regulamentar os cosméticos, como o Federal Food, Drug and Cosmetics Act, nos EUA, ou a EC Cosmetics Directive, na União Europeia.

Nos anos 1970, a indústria de cosméticos já estava mais regulamentada e os produtos irritavam bem menos a pele. Começava a despontar a demanda por produtos que conferissem aparência mais natural a face, bem como por sombras translúcidas e rosadas, em lugar das escuras.

Nos anos 80, a indústria cosmética cresceu muito e os franceses perderam a liderança para outras empresas, na maioria, norte-americanas. Assim, o nome oficial do rouge, por exemplo, passou para blush, “corar” em inglês. E como tantos outros cosméticos ganhou novas versões, acabamentos, texturas e cores. A tecnologia dos pigmentos evoluiu no decorrer dessa década, bem como o conceito de proteção solar e preocupação com o envelhecimento da pele.

Cada década do século 20 foi caracterizada por grandes mudanças que marcaram a maquiagem e por evoluções na indústria cosmética. Veja abaixo as principais:

 

Fonte: S Tinelli. Maquiador: Manual Prático da Maquiagem, 1ª. Ed, Viena, São Paulo, 2016.

 

MAQUIAGEM NO SÉCULO 21

No século 21, a maquiagem ganhou status de tratamento, estando associada à saúde além da beleza. Com produtos mais segmentados, com maior valor agregado, com características multifuncionais e que trazem benefícios para a saúde da pele, a maquiagem passou a ter ativos com o objetivo de tratar a pele e não somente embelezar.

a origem da maquiagemCom o intuito de ser um item de beleza que preserva a integridade e a saúde da pele, as maquiagens passaram e passam por uma grande transformação criativa e tecnológica em suas formulações, permitindo embelezar e cuidar da pele com praticidade.

Considerando que atualmente a aparência física está associada a autoconfiança e ao sucesso pessoal e profissional, principalmente em tempos de cultura digital que estamos vivendo em potencial devido a pandemia da Covid-19, a imagem que projetamos ganha ainda mais importância, pois seu alcance é amplificado.

A procura por produtos de beleza que possibilitem uma aparência mais natural, uma pele viçosa e iluminada, de alto desempenho e prática, são as tendências do século 21, que está alinhada com a valorização da autenticidade, que está cada vez mais presente na estética de cabelos e corpos.

Na era da praticidade e versatilidade que vivemos, a indústria desenvolve maquiagens multifuncionais, que agregam diferentes ativos em um só produto, podendo reunir vários benefícios como: resistência a umidade, água e suor, hidratação prolongada, proteção solar e adaptação a vários tipos de pele, ajudando a proteger e nutrir a pele ao longo do dia, além de valorizar os traços e corrigir imperfeições no rosto e de proporcionar beleza e bem-estar.

Dentre as tecnologias empregadas nas maquiagens multifuncionais temos a nanotecnologia, que confere maior proteção aos raios UV, permeação mais profunda dos ativos cosméticos na pele e melhor estabilidade.

A indústria vem testando a nanotecnologia para a fabricação de blush com um pó extremamente fino e leve, favorecendo sua dispersão na pele, proporcionando maciez, elasticidade e extrema difusão da luz a pele. Além disso, nanotecnologia é utilizada em sombras com brilho radiante, chamados cristais fotônicos, e esmaltes que promove o fortalecimento de unhas quebradiças e fracas.

Outra tendência do século são os cosméticos “verdes” ou “naturais”, com um apelo ecológico, que traz diferentes conceitos, tais como: cosméticos veganos, os cosméticos cruelty free e os cosméticos orgânicos.

Os ávidos consumidores de conteúdo no mundo digital que vivemos, desejam um produto elaborado com ingredientes de origem sustentável, seguro para ele e para o meio ambiente, e que traz benefícios como antipoluição, pro-age e controle da oleosidade da pele.

Estão em alta também as maquiagens híbridas que aliam beleza e tratamento ao oferecer benefícios e texturas especiais, como bases com texturas ultraleves e alta cobertura, produtos hidratantes para lábios e pós faciais com FPS.

O desenvolvimento de tecnologias que permitem a incorporação de água em maquiagens também é uma grande inovação. Já existe no mercado um produto para maquiagem com 75% de água em sua formulação, dando uma enorme flexibilidade ao formulador, que pode explorar novas texturas e adicionar ingredientes que trazem benefícios à pele.

A tendência do século é minimalista com aspecto mais natural, com lábios iluminados com cores cintilantes. O embelezamento já não é baseado apenas no disfarce e na coloração, mas sim na promoção da saúde da pele como um todo.

Além disso, o movimento por inclusão e respeito à diversidade trouxe a necessidade de atender a vários tons de pele e tipos de cabelo. Nunca se ouviu falar tanto em ‘colorimetria’ e ‘color lifting’, técnicas que nos permitem identificar o subtom de pele de cada pessoa. Dessa forma, cada pessoa pode encontra sua própria cartela de cores.

Por último, temos até então, as mudanças impostas pela Covid-19, como o uso de máscaras, que contribuiu para que os olhos se tornassem o centro das atenções. Vários influenciadores de beleza de todo o mundo estão criando tutoriais para maquiar os olhos de forma criativa e até extravagante, com cores vivas, efeitos holográficos e brilho.

NORMAS REGULATÓRIAS

Não existem regras específicas para a categoria de maquiagem, mas sim as que se aplicam a todos os produtos cosméticos. Abaixo, veja as que impactam diretamente o produto acabado.

 

maquiagem multifuncional
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