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Queda de Cabelo na Mulher, fique atenta aos sinais Voltar

Pode causar espanto, mas a mulher, ao contrário do que diz a crença popular, também pode desenvolver a calvície em vários graus. Os dermatologistas garantem que é um problema comum. Portanto, veja as causas e como tratar a calvície feminina. Confira!

Apesar da crença popular, a queda de cabelo é muito frequente nas mulheres. Cerca de 30% das mulheres com 50 anos têm algum grau de calvície. São raras as mulheres que ficam completamente carecas, o que acontece é um afinamento progressivo, geralmente a partir dos 30 anos.

Mas é preciso ficar atento aos sinais, já que a queda de cabelo no sexo feminino costuma ser diferente da no masculino. O transtorno, tem as causas mais diversas, sendo a mais comum os problemas emocionais. Entretanto, são vários os fatores envolvidos na queda de cabelos. Alguns são apenas temporários e sazonais, não requerendo muita preocupação, outros estão relacionados a alterações orgânicas e/ou fisiológicas, podendo ser também decorrente de causas genéticas.

A queda de alguns fios ao lavar e pentear os cabelos é normal. Perdemos cerca de 100 fios por dia. Mas, é preciso prestar atenção quando houver aumento significativo da quantidade de fios que caem. Essa perda só preocupa se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Quando todo o cabelo fica mais ralo, caem tufos ou há um afinamento onde os fios são repartidos, então é hora de procurar um médico.

QUEDA DE CABELO NA MULHER

É sabido que existe disposição hereditária para desenvolver calvície . No entanto, não está claro qual é o tipo de herança. Acredita-se que haja herança poligênica, ou seja, que vários genes estão envolvidos com a expressão variável.

Além da hereditariedade, os hormônios masculinos também são responsáveis pelo desenvolvimento da calvície feminina e masculina. A mulher é particularmente suscetível a essa perda de cabelo por causa de variações hormonais. Sendo assim, é frequente o início da calvície após o parto, na pré-menopausa e quando há descontinuidade na ingestão de pílula anticoncepcional.

Os andrógenos (hormônios masculinos) têm receptores específicos no folículo capilar que, após serem preenchidos, inicia a reação intracelular, envolvendo o DNA e desencadeando mecanismo que causam a calvície. As mulheres também podem desenvolver a calvície mesmo se tiver em níveis normais de hormônios masculinos.

A calvície feminina localiza-se em uma região diferente da masculina. Ela ocorre frequentemente em toda a região superior do couro cabeludo, mantendo a linha frontal intacta, ficando com menos entradas que o homem. A calvície feminina também pode ter a característica de ser mais difusa, com comprometimento e o afinamento mais graves dos cabelos.

Além da hereditariedade, diversas alterações do organismo que provoque estresse, febre e debilidade do estado de saúde geral podem promover queda de cabelo alguns meses após o período do problema enfrentado.

Por exemplo, suponhamos que um indivíduo teve uma pneumonia que causou febre, mal-estar e tosse. Nesta situação, o corpo precisa de energia para reforçar a imunidade e defender o organismo como um todo. Assim, há uma “mensagem interna” para que o cabelo diminua o gasto de energia com a divisão celular da fase de crescimento (anágena) e entre imediatamente na fase de repouso (telógena).

Considerando o tempo médio de duração de cada fase, cerca de dois a quatro meses depois da pneumonia regredir, a pessoa poderá ter uma queda de cabelo significativa e maior do que está acostumada, pois os fios que entraram antes na fase de repouso irão cair quase todos precocemente. Sem a lembrança de que teve a pneumonia alguns meses atrás, a pessoa poderá deixar passar em branco a verdadeira causa desse sintoma.

De modo geral, tudo que possa significar estresse orgânico, ou seja, alteração no funcionamento normal do organismo, pode desencadear sofrimento do folículo piloso e acelerar a passagem da fase de crescimento capilar (fase anágena – crescimento estável, que dura de 3 a 7 anos, estando 80% a 90% dos folículos nessa fase), para a fase de repouso (fase telógena – queda, estando 20% dos folículos nessa fase).

Esse processo causa eflúvio telógeno, o que consiste na queda exagerada dos cabelos, fazendo com que ocorra um desequilíbrio no ciclo folicular, no qual os pelos, na fase anágena (fase de crescimento), passem precocemente as fases catágena (de transição) e telógena (de repouso e queda), podendo haver a queda de mais de 600 fios por dia.

As principais alterações envolvidas com a queda de cabelo são:

calvície feminina

Em geral, não ocorre descamação, dor ou coceira, o cabelo cai difusamente e seu volume total diminui. Shampoos, géis, tintura, permanentes e outros fatores locais não costumam provocar queda acentuada. O ideal é identificar a causa e tratá-la o mais rapidamente possível. Evitar o uso de produtos caseiros, automedicação e tratamentos alternativos para não piorar ainda mais a situação.

calvície feminina

TRATAMENTO

Muitos tratamentos usados para combater a calvície masculina não podem ser feitos por mulheres, já que eles agem diretamente nos hormônios.  Daí a importância da avaliação de um dermatologista para que os fatores desencadeantes sejam adequadamente analisados e conduzidos.

Os tratamentos respondem melhor quando a calvície está em fase inicial e vai variar de acordo com o tipo de queda. Para um diagnóstico completo, os médicos costumam recomendar exames clínicos e laboratoriais, como o tricograma (análise dos fios). Em alguns casos, é necessário fazer a biópsia do couro cabeludo.

O tratamento é direcionado para o motivo da queda e engloba: medicamentos por via oral e tópicos, laser, fotobioestimulação, suplementação e orientação alimentar, e transplante capilar.

Algumas pílulas anticoncepcionais com antiandrógenos também podem ser empregadas para neutralizar os efeitos dos andrógenos. Essas drogas têm ação hormonal e precisam ser receitadas pelo médico. Podem ser utilizados ainda outros antiandrógenos, que competem com os hormônios masculinos, bloqueando o receptor andrógeno e diminuindo a quantidade de hormônio masculino no folículo piloso.

Os resultados são variáveis. Em geral, ocorre a diminuição, a estabilização ou mesmo a reversão parcial do processo. Na calvície, os resultados demoram no mínimo seis meses para serem observados e o tratamento é para sempre.

Dessa forma, percebe-se que o tratamento da calvície é complexo, depende de um diagnóstico correto e deve ser feito por médicos e especialistas.

Fonte: Química da Beleza