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Substituição de Micro Plásticos em Cosméticos Voltar

Vivemos em uma era em que os oceanos estão poluídos por resíduos plásticos, podendo em aproximadamente 30 anos haver três vezes mais plásticos do que peixes nos oceanos. Os dados são alarmantes e precisamos mudar nossos hábitos. Isso é fato! Por isso, a indústria cosmética já está identificando, analisando e otimizando partículas naturais de celulose como alternativa biodegradável e ambientalmente amigável aos micro plásticos em cosméticos e produtos de cuidados pessoais. Confira!

Infelizmente, estudos mostram que os oceanos estão poluídos por resíduos plásticos, afetando todo o ecossistema. O plástico apresenta características como versatilidade, leveza, durabilidade, impermeabilidade, bom isolamento térmico e elétrico e baixo custo de produção. Entretanto, quando um polímero plástico atinge o ambiente aquático, sofre degradação (quebra de suas unidades moleculares), formando micro plásticos.

microplasticos

As partículas microfinas de plástico são levadas pelas águas servidas, provenientes da totalidade do esgoto doméstico ou comercial, derivadas dos vasos sanitários, chuveiros, lavatórios de banheiro, banheiras, tanques, máquinas de lavar roupas, pias de cozinha e lavagem de automóveis, que vão para os mares podendo ser ingeridos por animais marinhos e fazendo parte da nossa cadeia alimentar. Já foram encontradas partículas de plástico em alimentos e bebidas, incluindo cerveja, mel e água da torneira, além de, não surpreendentemente, em fezes humanas.

microplásticos

Isso ocorre porque, com dimensões inferiores a 5 mm, as partículas são muito pequenas para que sejam efetivamente removidas pelas instalações de tratamento de águas servidas. Quase todas essas partículas não são biodegradáveis e podem representar perigo para a vida marinha.

Entre os polímeros cuja utilização, atualmente, leva à maior liberação de microplásticos nos ambientes aquáticos, estão: polietileno, polietileno tereftalato (PET), polipropileto (PP), poliestireno (PS), poliuretano (PU), policloreto de vinila (PVC) e náilon (PA).

De acordo com a forma como chegam ao meio ambiente, os microplásticos são classificados em microplásticos primários e microplásticos secundários:

microplásticos

A primeira vez que os microplásticos foram detectados no meio ambiente foi em 1970 e logo passaram a ser um fator de preocupação por poluírem cada vez mais os ambientes aquáticos.  A partir de 2001, após a descoberta de microplásticos no ambiente de água doce, estudos têm sidos feitos para determinar o impacto dessas partículas no meio aquático.

O potencial de risco dos microplásticos pode ser caracterizado, principalmente, pelas seguintes preocupações:

microplásticos

Embora estejam sendo feito esforços para os micropláticos sejam gradativamente eliminados, eles continuam sendo utilizados em muitos produtos e quando escorrem “pelo ralo”, essas partículas não podem ser recolhidas para reciclagem, nem se decompõe em instalações de tratamento de águas residuais, inevitavelmente acabando no oceano global, onde se fragmentam e permanecem, podendo levar centenas de anos para se degradar completamente, de acordo com pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

MICROPLÁSTICOS EM COSMÉTICOS

Não há nada melhor do que fazer uma esfoliação no rosto depois de um longo dia estressante. Ela ajuda a remover as células mortas e impurezas, deixando a pele com um aspecto mais limpo, saudável e radiante.

Mas você sabia que alguns esfoliantes podem conter poluentes para o meio ambiente?

microplasticoEles são compostos por substâncias granulométricas, que são as responsáveis pela esfoliação proporcionada à pele. Mas muitas vezes essas bolinhas coloridas presentes nesses produtos são microesferas de polietileno, mais conhecidas como microplásticos, que por serem abrasivos suaves ajudam a remover células mortas da pele e a estimular a circulação sanguínea.

Todas essas bolinhas quase invisíveis vão parar em rios e oceanos depois de utilizadas. É assustador pensar que um simples banho com produto composto por esfoliantes à base de plástico tenha o potencial de liberar no ambiente aquático algo em torno de 100 mil microesferas que jamais irão se degradar natureza.

Entretanto, apesar dos esfoliantes serem os principais produtos cosméticos que contêm microplásticos, não são somente eles. Micropartículas e outros ingredientes de plástico estão presentes em produtos que vão desde pasta de dentes e gel de banho até sombras de olho e esmaltes de unha e as suas proporções variam, podendo ser menos de 1% a mais de 90% do conteúdo.

microplásticos

Em um típico gel de chuveiro analisado em laboratório, foi encontrada aproximadamente a mesma quantidade de material de plástico no gel e na sua embalagem, de acordo com o relatório do PNUMA intitulado ‘Plástico em cosméticos: será que estamos poluindo o ambiente através de nossos cuidados pessoais? ’.

 

Dessa forma, os cosméticos representam uma pequena fonte primária e secundária de microplásticos no meio ambiente em comparação com outras, com cerca de 0,1% a 1,5% dos microplásticos emitidos em todo o mundo. Porém, o uso dessa fonte pode ser evitado se, em vez dela, forem utilizadas alternativas naturais ou biodegradáveis.

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Em 2013, o Ministério de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda e a ONG Fauna & Flora Internacional, localizada no Reino Unido, firmaram uma parceria com as ONGs criadoras do projeto para viabilizar o aplicativo para uso internacional e já se encontra disponível no Brasil. Entretanto, a base de dados ainda está sendo ampliada.

Fonte Original:  http://www.quimicadabeleza.com